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Boletim Semanal
Seminário fortalece atuação profissional de psicólogos e assistentes sociais nos

06/12/2007

Seminário fortalece atuação profissional de psicólogos e assistentes sociais nos CRAS

Evento realizado pelos Conselhos Regionais de Psicologia e Serviço Social, no dia 4 de dezembro, foi importante passo para a formulação de identidade profissional dos trabalhadores dos Centros Referências da Assistência Social (CRAS) em Goiás. Confira como foi o seminário.


O funcionamento dos Centros de Referências da Assistência Social (CRAS) em Goiás e a construção de uma identidade profissional foram os temas discutidos durante o seminário “Políticas Públicas SUAS/CRAS: Identidade Profissional”, realizado no dia 4 de novembro, em Goiânia. Compostos por profissionais das áreas de Psicologia e Assistência Social, os CRAS são os responsáveis pela triagem dos cidadãos interessados em ingressar em programas sociais tanto nas esferas estaduais quanto federal. Trata-se de um novo modelo de gestão que integra a política do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), criado pelo governo federal.

Com a organização do Conselho Regional de Psicologia de Goiás e Tocantins (CRP-09) e Conselho Regional de Serviço Social de Goiás e Tocantins (Cress), o seminário foi um primeiro passo para iniciar a formulação de normas para orientar o exercício profissional de psicólogos e assistentes sociais visando fortalecer o SUAS em Goiás. Atualmente no Estado, há 76 unidades do CRAS, das quais onze estão na Capital. Formados por profissionais das áreas de Psicologia e Assistência Social, os Centros começaram a ser implantados no Brasil no final de 2004.

Participaram da abertura oficial do seminário, no auditório da Secretaria de Agricultura, a secretária estadual de Cidadania, Flávia Morais, o secretário municipal de Assistência Social, Valter Silva, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Karine Teixeira, conselheira do Conselho Estadual de Assistência Social, Rosemary Pontes, a presidente do CRP-09, Heloiza Helena Massanaro, e a presidente do Cress, Milka de Souza Costa. Em seguida aconteceu a apresentação do grupo Batuque Revolução, do projeto Comunidade Legal, da Prefeitura de Aparecida de Goiânia. São crianças e adolescentes que fazem música com instrumentos desenvolvidos a partir de materiais reciclados como latinhas de bebidas, vasilhames de iogurte, cabos de vassouras, baldes, entre outros.

Cerca de 220 psicólogos e assistentes sociais participaram da programação que foi dividida em duas etapas. No período da manhã, os participantes foram separados em grupos para a realização de oficinas e grupos discussão sobre o trabalho dos CRAS no Estado. Todos tiveram que responder questionários, que serão analisados pelo Centro de Referência de Políticas Públicas (Crepop) e vão compor futuramente o perfil destes profissionais.

 A segunda parte do seminário, no período vespertino, foi composta pela mesa “A construção da identidade profissional na atuação interdisciplinar nos CRAS”. Mediada pelas presidentes dos Conselhos organizadores do evento, a mesa contou com a participação do coordenador-geral do Departamento de Gestão do SUAS, no Ministério do Desenvolvimento Social, Renato Francisco dos Santos Paula, assistente social, mestre em Serviço Social pela PUC-SP; da integrante da Comissão Gestora da Subsede do CRP de Campinas (SP) e da Supervisão dos CRAS na Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Assistência e Inclusão Social de Campinas; Rita de Cássia Oliveira Assunção, psicóloga, especialista em Psicologia Social pelo CFP, e da assistente social Maria Aparecida Guimarães Skorupski.

A articulação do trabalho em rede e a aplicação dos recursos destinados para os serviços é um dos desafios dos profissionais que atuam nos CRAS segundo o coordenador-geral do Departamento de Gestão do SUAS, Renato Francisco dos Santos Paula. De acordo com ele, os projetos e serviços devem convergir para um fim comum. “O SUAS rompeu com a lógica convenial da assistência social no país e fortaleceu o controle social. Agora precisamos nos apropriar dos mecanismos desta política,” afirmou ele durante a apresentação do tema A Atuação Interdisciplinar nos CRAS.

Para a psicóloga e integrante da Supervisão dos CRAS em Campinas (SP), Rita de Cássia Assunção, como o projeto ainda é novo em todo país, os profissionais devem num primeiro momento se apropriar do local em que se trabalha e do território para o qual presta serviço. Segundo ela, trata-se de um primeiro passo para prestar assistência com foco nas famílias e nas demandas da região. “Além dos profissionais, a população também precisa se apropriar das informações sobre o funcionamento dos CRAS. Neste sentido, é preciso divulgação e eventos como esse para discutir esta atuação. O Conselho Federal de Psicologia tem participado de vários debates e construiu uma cartilha sobre a Psicologia nos CRAS,” reforçou ela que abordou a temática “A identidade do Psicólogo nos CRAS”.

Responsável pelo tema “A identidade do Assistente Social nos CRAS”, a assistente social Maria Aparecida Guimarães Skorupski, destacou que a prática assistencial nos CRAS deve ser estabelecida com base nos Direitos Humanos. Segundo ela, é preciso deixar de lado o clientelismo e abrir espaço para que as pessoas possam participar do programa como cidadãos. Neste sentido, Maria Aparecida disse que os profissionais devem ter visão plural e ampla para que a política possa se consolidar e para que os assistentes sociais possam ser identificados como profissionais de articulação política.

A presidente do CRP-09, Heloiza Helena Massanaro, acredita que as reflexões propostas pelo seminário “Políticas Públicas SUAS/CRAS: Identidade Profissional” foram de extrema relevância para o fortalecimento dos profissionais que atuam nestes centros em Goiás. De acordo com ela, esse foi um primeiro evento de outros que serão realizados de forma a reforçar a atividade dos psicólogos e assistentes sociais nos CRAS e solidificar o programa no Estado. Para a presidente do Cress, Milka de Souza Costa, a parceira com o CRP-09 foi importante para discutir a identidade interdisciplinar no trabalho dos CRAS.

              

 SAIBA MAIS

Os CRAS têm como responsabilidade ser a porta de entrada do cidadão aos programas sociais através de análise do perfil do futuro beneficiário, triagem das necessidades e o período de assistência. Após coleta e análise dos dados, é apresentado um “diagnóstico” que determina os programas sociais que o cidadão terá direito.

Os CRAS desenvolvem também ações e serviços básicos continuados para famílias em situação de vulnerabilidade social na unidade do CRAS. Os Centros têm como perspectivas o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, o direito à Proteção Social Básica e a ampliação da capacidade de proteção social e de prevenção de situações de risco em Goiás. Os CRAS também colaboram para evitar clientelismos e mau uso dos recursos públicos.


Apresentação - Aspectos da prática interdisciplina

Apresentação - A identidade do Assistente Social


 
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